Resistência

Redes sociais como facebook tem se constituído como um espaço privilegiado de diálogo e produção de conhecimento, certo? Nem sempre.  Não é raro encontrar pessoas discutindo temas bem complexos de forma rasa.  Algumas palavras sobre senso-comum e frases de efeito nas redes sociais. Mais especificamente sobre publicações que cruzam repetidamente minha linha do tempo no facebook.

Na busca por empatia, polemizar tem sido um dos caminho mais usados: “Pablo Vittar ou Beethoveen? Dupla sertaneja ou MPB? Mc fulano ou ciclano?”

Polarizações que merecem alerta!  Estes posts são uma espécie de emboscada. Qual a relevância deste tipo de discussão? Na verdade querem mesmo alguns likes e comentários de aprovação.

São emboscadas que têm capturado frequentemente músicos e professores de música. Tais discussões me fazem pensar o quanto a música ainda está ligada a discursos dogmáticos e/ou puritanos, de verdade sobre “o melhor” ou “pior gosto”, reducionista ao certo ou errado, , atrelado a uma necessidade de elevação cultural.

Prefiro ocupar meu pensamento sobre como algumas culturas musicais (inclusive a que está na TV domingo a tarde) se aproximam ou se afastam de determinada realidade, ditam valores e produzem formas de viver e fazer música.

Claro que concordo que a indústria musical tem produzido (e feito circular) um repertório musical cada vez mais homogêneo. Porém, resistir a essa uniformização é possível e necessário. Não com discussões moralistas que acabam apresentando apenas os ressentimentos.

Escrevi tudo isso para dizer que seria mais produtivo falarmos sobre a tal Resistência.

Boa semana a [email protected]!

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