Bienal Internacional de Arte e Cidadania – UFPel

Aconteceu em Pelotas-RS entre os dias 15 e 22 de novembro (2015) a Bienal Internacional de Artes e Cidadania da UFPel. Alguns dos objetivos do evento foi fomentar a circulação e fruição de expressões artísticas que privilegiem a diversidade de linguagens artísticas e culturais. A programação completa pode ser acessada aqui.

Com uma agenda de atividades bastante intensa, foi praticamente impossível assistir a todos os eventos programados. Só agora, passados alguns dias do evento, é que me foi possível organizar as anotações que fiz durante algumas palestras e publicar esses materiais por aqui. Segue alguns registros de atividades que assisti ao longo da semana.

No domingo (15) aconteceu o show RAIZ FORTE com a cantora Ana Paula da Silva ( SC);

Ana Paula Silva no palco da Bienal
Momento do show “Raíz Forte”

Oficinas de percussão

Oficina de bateria – Willian Goe (Itajai – SC); O baterista falou sobre a construção de ritmos na bateria e a importância da compreensão da sonoridade percussiva de cada gênero musical antes de criar uma levada baterística correspondente. Willian demonstrou algunss dos ritmos que usa no trabalho com a cantora Ana Paula da Silva.

Oficina de Marimba – Gilmar Goulart (Santa Maria- RS). O percussionista falou sobre seu processo de estudo, seu método de ensino e o desenvolvimento técnico na marimba. Enfatizou a necessidade do instrumentista analisar-se quando estuda (auto-observação) para corrigir alguns problemas técnicos. Demonstrou na marimba diferentes tipos de movimentos  e as implicações disso na produção de sonoridades desejáveis. Na terça (17) aconteceu o recital do Duo Stasima – Gilmar Goulart & Joelma Rannov.

PROGRAMA:

Como el Gato {1996} – Gustavo E. Salas
Criação: Joelma Rannov do Carmo

Etude in E minor {2006} – Pius Cheung

For Marimba and Tape {1983} – Martin Wesley-Smith

Ghanaia {1997} – Mattias Schmitt
Coreografia: Joelma Rannov do Carmo

Tennei-Ji {1999} – Michael Udow

Todas as Vidas {2012} – Joelma Rannov do Carmo & Gilmar Goulart
Textos: Érico Veríssimo – Cora Coralina

Le Jeune Équilibriste du Cirque {2010} – Gustavo E. Salas

9 de Julio {1918} – José Luís Padula (arr. Gilmar Goulart)
Coreografia: Astrid Balsells

Foto com alunos
Participantes da oficina de percussão com Gilmar Goulart

Oficina de Percussão Digital com Patricio Sminck/Argentina. O percussionista falou sobre a importância de perceber as linhas de frequência (grave/médio/agudo) contidas em determinados ritmos para, a partir disso, criar as suas bases eletrônicas. Para Patos Sminck as bases rítmicas devem ser mais “enxutas”, com poucos elementos pois “se existem menos elementos é possível apreciar melhor cada um deles”. Ainda foi destacado pelo artista a criação de movimentos de tensão e repouso a partir da inserção de frequências graves como a do bumbo. Página de Pato Smink no Facebook: https://www.facebook.com/patosmink

Oficina de percussão eletrônica
Momentos da oficina com Patricio Sminck

Conversa com o artista Ney Rosauro sobre sua vivência como educador, percussionista e compositor. Ney falou sobre seu processo de criação musical, a importância de um método de estudo e de trabalho musical para que seja possível conquistar objetivos. O compositor disse que grande parte de suas peças partem de uma necessidade (que por vezes pode ser técnica) ou ainda um desafio musical. O artista falou sobre as suas experiências pessoais, acadêmicas e visões sobre o mercado da música. Além disso, falou sobre a importância de se persistir nos seus objetivos e buscar conhecimentos nas mais diversas áreas e instrumentos musicais. “ É importante realizar uma educação musical, pois antes de sermos violinistas ou percussionistas, somos músicos”, ressaltou Rosauro. Além da conversa e motivação para os estudantes e profissionais da música, o artista também tocou algumas de suas composições próprias, auxiliou em dúvidas relacionados a área da percussão e deu dicas para os interessados em ingressas na área de percussão.

BIENAL NA ESCOLA

Aconteceram também apresentação com os grupos de percussão Atoque (Santa Maria-RS) e Vida com Arte (São Leopoldo) nas escolas públicas de Pelotas.  O Grupo de Percussão Vida com Arte esteve na escola Alcides Mendonça de Lima, em Pelotas. Gurizada querida!

Alunos das escolas de pelotas na Bienal das Artes
Imagens das oficinas Bienal na Escola
Atoque e Ney Rosauro
Grupo de percussão Atoque com Ney Rosauro

O Laboratório de Artes Populares Integradas (LAPIS) recebeu a oficina ministrada por Marcos Negrinho Martins, estudante do curso de bacharelado em música popular da UFPel. Na oficina, foi demonstrada, na teoria e na prática, as diferenças entre as claves cubana e a brasileira. O músico cubano Juan Prada participou do evento como convidado.

Música cubana
Oficina de claves cubanas com Juan Prada (Cuba) e Negrinho Martins (Pelotas-RS)

Sala lotada na oficina com Juan Prada (Cuba) e Negrinho Martins (Pelotas-RS). Os músicos falam sobre a clave cubana e seus desdobramentos rítmicos.

Concerto de Encerramento da Bienal Internacional de Arte e Cidadania da UFPEL apresentou o percussionista e compositor Ney Rosauro acompanhado do grupo PEPEU no espaço cultural UFPel. O PEPEU é um programa vinculado ao projeto de ensino de percussão do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal de Pelotas e o LAPIS  [Laboratório de Artes Integradas]. O grupo é composto por cerca de vinte e dois músicos que tocam instrumentos de música popular e erudita. Os ensaios finais para o concerto aconteceram nas dependências do Grande Hotel – Pelotas.

Pepeu e Ney Rosauro
Ensaio geral do grupo PEPEU no Grande Hotel – Pelotas

PROGRAMA

  1. Batuque – Lorenzo Fernandes
  2. Suite Popular Brasileira – Ney Rosauro
    I) Baiao, II) Xote, III) Caboclinho, IV) Maracatu
  3. Concerto para Marimba e grupo de percussão – Ney Rosauro II) Lamento (Lament), IV) Despedida (Farewell)
  4. Sun Cat – Bocook
  5. Chacotear
  6. Paisagem Brasileira
  7. Favela
Grupo de percussão PEPEU e Ney Rosauro
Grupo PEPEU no palco. Encerramento da Bienal das Artes.

Na sexta-feira (15) aconteceram encontros artísticos muito especiais na Bienal. Juntaram-se na praça do mercado publico de Pelotas 2 projetos de percussão vindos de Santa Maria (Atoque) e São Leopoldo (Vida com Arte), Grupo de alunos da disciplina Instrumento Complementar (Prof. Marcelo Borba) e também o Grupo PEPEU. Havia um caminhão com palco e som montados onde aconteceram as apresentações de percussão a partir das 17hs. Tive a felicidade de encontrar os grandes amigos e percussionistas Marcio Kabecinha, Douglas Gutjahr, Edu Pacheco, José Everton e o mestre Ney Rosauro. Foi uma tarde de muita percussão e bate-papo sobre percussão.

Percussão na cidade de Pelotas
Apresentação no Mercado Público de Pelotas.
Grupo Punto a Punto
Punto a Punto no palco da Bienal

 Durante a semana (15-22) aconteceu também a gravação do documentário Ponto a Punto. O projeto prevê a gravação de um vídeo documentário sobre as atividades dos músicos na cidade durante este intercâmbio artístico e musical.

Foi muito bom, pelas músicas, pelas conversações, por todas as parcerias, os encontros e reencontros. Bienal das artes em Pelotas-RS.

Marcelo Borba na marimba
Marcelo Borba na Bienal das Artes de Pelotas-RS

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