ESTUDO #2 – Para caixa-clara

Nesta publicação darei continuidade a uma série de materiais organizados e disponibilizados aqui no blog sobre a caixa-clara. Perdeu as publicações anteriores? Acesse o 1º post aqui:

Caixa-Clara – Repertório

 

Além de conhecer um pouco mais sobre o instrumento, costumo indicar materiais de referencia para o desenvolvimento técnico e disponibilizo também uma sequência de miniaturas autorais para quem deseja praticar mais.

Breve história da caixa-clara:

A origem da caixa-clara pode ser associada ao tambor medieval, escavado em troncos de árvores, que é claramente representado na arte do início do século XIII e do século XIV como um tambor com tensão de corda (tambores com peles tencionadas por amarração de corda). Estes tambores eram usados pelos soldados da infantaria como dispositivo para transmitir ordens militares através de sinais rítmicos e uma forma de comunicação de guerra.

Tambor militar.

A sonoridade:

A caixa-clara é um instrumento de percussão que produz um som staccato, cortante e com grande capacidade de propagação. Geralmente é tocada com baquetas de madeira. Na parte inferior do instrumento está localizado um sistema de acionamento de esteira. O acionamento da esteira faz com que uma série de fios rígidos sejam mantidos sob tensão contra a pele de resposta.

Cada tipo de tambor apresenta um estilo diferente de sonoridade devido ao tamanho. A profundidade do som da caixa-clara varia de instrumento para instrumento, de acordo com as diferentes técnicas e qualidades utilizadas na construção do tambor. Algumas dessas qualidades estão relacionadas com o material utilizado na fabricação do casco do instrumento, a tensão das peles e as dimensões do tambor.

Usos:

Este tambor costuma ser usado em orquestras, bandas de concertos, bandas de marcha (fanfarras), desfiles, grupos de percussão e outras formações. É também uma das peças centrais do conjunto de tambores da bateria. A caixa é um instrumento de percussão versátil e expressiva devido à sua sensibilidade e capacidade de resposta. A sensibilidade da caixa-clara permite responder de forma audível aos toques mais suaves. Além das baquetas de madeira é possível tocar caixa com baquetas de feltro ou mesmo com vassourinhas de aço; Além disso, ela pode desenvolver padrões rítmicos complexos e solos envolventes em volumes moderados. Sua alta faixa dinâmica permite que o percussionista produza acentos poderosos com golpes vigorosos.

ESTUDO #2 – Para caixa-clara

Com a finalidade de ampliar o material de estudo técnico básico da caixa-clara, criei uma série de miniaturas que exploram a leitura rítmica. A primeira delas foi publicada aqui:

Estudo #1 – para caixa-clara

Desta vez apresento o ESTUDO #2 onde exploro desenhos rítmicos dentro do compasso 6 por 8. Antes de iniciar a leitura da peça o intérprete deve criar livremente alguns acentos e apontar sinais de dinâmica na partitura. Dessa forma, o intérprete também é uma espécie de co-autor do material de estudo. É importante ficar atento as barras de repetição contidas no decorrer da música.

Estudo #2 para caixa-clara.

Deseja baixar a partitura em pdf? Aqui.

Entenda melhor o desenvolvimento da miniatura #2 a partir do vídeo:

Material EXTRA: O que mais posso estudar?

Acesse a publicação sobre manutenção técnica diária na caixa-clara.

RUDIMENTOS E MANULAÇÕES PARA CAIXA-CLARA

Grande abraço!

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